Olga Carolina inicia sua prática artística experimentando um minucioso processo de construção e dissolução da imagem de si, utilizando o desenho e a fotografia como meios para a pintura. Suas figuras dissimuladas e voluptuosas são realçadas por uma composição atenta aos volumes e a intensidade de uma paleta pálida.


Elementos cênicos, figurinos, maquiagens e poses criam personas exageradas e sedutoras que se auto registram antes de serem transportadas pela artista para o espaço pictórico. As manipulações diversas que ocorrem na passagem da imagem original para a pintura também implicam a noção de máscara num sentido próximo ao da psicologia analítica, isto é, as distintas faces da identidade que se apresentam para entrar em relação com o mundo.