Adriana Coppio desenvolveu nos últimos anos uma relação de intimidade e mistério com a pintura. Profundamente atmosféricas, suas imagens movem-se de maneira tênue do registro realista para o onírico, não apenas por arriscar limites entre a abstração e a figuração, mas como gradualmente embarcam para a divagação de um regime arquetípico particular.


Paisagens bucólicas, retratos antigos de família, fenômenos naturais e memórias imprecisas orientam seu repertório visual, numa constante conexão narrativa e afetiva com o sobrenatural que envolve o comum. A rotina com uma paleta sóbria e envelhecida, de traços rigorosos porém leves, também caracteriza sua busca por um fazer pictórico que seja, sobretudo, sinestésico.